sexta-feira, 17 de setembro de 2010

dust in the wind

Ela olhou em volta, pensando na quantidade de tristeza e desolação que teria de espantar daquele sítio para poder voltar a acolher novas almas. Não haveria pentagrama que a salvasse, bastaria abrir as portas e deixar que um leve cheiro a desespero se espalhasse pelas ruas para atrair toda uma panóplia de corações solitários. Sempre se indagou porque motivo, entre tanta alma desvalida, porque motivo um ou outro não simplesmente decidiam por para trás das costas toda uma vida de privação e seguir ao próximo nível, fosse o desespero do aceitar algo minimamente standard face a uma inalcançável imagem, ou somente vingar toda a dor sofrida inutilmente.

A música dos Howling Bells surgiu aleatoriamente do Ipod, agora transformado em jukebox. Puxando do catálogo de receitas, e desejando algo que pudesse consumir uma grande quantidade de resto de bebidas, e que ao mesmo tempo, lhe desse alento.

Leah's piece of ass. Quente e sulista, mas igualmente amargo, como se o sumo do ananás fosse uma ácida memória que não se dissolve pacificamente no doce do Southern Confort. Daria azo a muitas histórias, mas não havia ninguém no balcão que as ouvisse.

Por enquanto.